
Perambulo nas linhas do tempo curto de uma vida pouco vivida, nos anos que completei sempre me faltava algo para preencher alguma parte de mim ou de meus dias, os meses eram e são vagos, as horas me enlouquecem assim como os programas televisionados aos domingos. De tanto reclamar e estar cansada de coisas que na verdade são vazias acabei por me acostumar, infelizmente, pois me acomodar logo ao silêncio, ao quieto e a solidão, me acomodar e fazer as malas, juntar os moveis para ir de mudança definitiva para dentro de mim mesma, logo eu que sempre caminhei em busca de um território que jamais lembrasse algo meu, ou algum fato ou artefato do passado que serve de sombra negra que caminha junto a mim até mesmo nas noites escuras e gélidas, assim como nas quentes e abafadas também. Mais o silêncio é sereno, serenidade que ando querendo, depois de tantas bagunças e tempestades, preciso agora apenas me reconstruir, me arrumar. Queria colocar uma placa de vende-se na varanda de minha velha forma de ser, ver e viver a vida… Para que alguém possa comprar, que eu possa então partir sem querer olhar para trás, pois passado tem que passar mesmo ficando eterno na memória e nas lembranças, para que eu possa procurar até encontrar um novo lar, passos novos, pessoas novas, moveis novos, perfumes novos, novidades, pois tudo ainda sendo tão em falta e tão escasso para mim a magnitude do vazio de ter poucas coisas na prateleira acabam por me preencher de algo oco, então percebo que monotonia e o nada sempre são rotineiros e desgastantes demais e desta forma me encho sim mais não de coisas, propostas, ou sorrisos, me encho de um completo “NADA”. As palavras fugiram de mim no momento que não soube mais me encontrar, aí sim vi que realmente estava sozinha, cercada apenas de uma fé e certeza de que em algum amanhã eu poderia novamente sorrir, que eu poderia não só almejar mais como realmente ser feliz, felicidade que para mim só existe nos anúncios de jornais ilusórios, as pessoas se iludem demais com isso, não apenas eu. Mais de alguma forma me sinto leve e em paz, por poder agora enxergar depois de vagar dentro de mim mesma que vida, conquistas e a tal da felicidade somos nós mesmos que construímos, e fico feliz por não depender de alguém para isso, porque eu sempre fui muito assim, solitariamente dentro de minha mente, gosto de me bastar mesmo sabendo amar e muito amar, mais não quero falar da parte louca de minha vida, que eu pareça lucida então, que eu deixe de ser louca por agora e possa acreditar que estou perto do meu novo lar, vou me encontrar.
Andressa (prosa-e-verso)

Aí a vida complica, as pessoas partem da minha vida, quebram meu coração, me ignoram e eu ainda tenho que estar de pé com um belo sorriso no rosto.

Mas alguém ficou me dizendo que nao tinha problema sentir, nao importa o quanto isso machucasse, que nossas emoções nos torna humanos, boas ou ruins, e para nunca perder a esperança. Diários de um Vampiro

A verdade é que nao importa quantas vezes voce ganhou ou quantas perdeu… nos vivemos perdendo e ganhando, o que é importa é a historia que essas derotas e vitorias deixaram no nosso caminho.

Você mudou tanto… não é mais aquela pessoa doce que segurava minhas mãos e olhava meus olhos. Eu entendo, todos nos mudamos, mas sinto falta daquele por quem me apaixonei. Sinto falta de ter você por completo. Sinto tua falta, mesmo você estando aqui.

Acho que a gente precisa aprender a viver com um pouco mais de leveza. Parar de querer controlar tudo, de querer ter certezas antes de tomar atitudes, de querer que tudo sempre de certo. A vida simplesmente não é assim. Não é feita só de acertos, de sucesso, de decisões certas. Pelo contrário, na maior parte das vezes, ela é toda meio torta, meio confusa, meio descontrolada e, na real, e por isso é tão legal.

Talvez seja verdade… Eu sou apenas uma garota pertubada procurando sua propia paz de espirito ou uma luz em um quarto escuro, uma pequena chance de tentar ser feliz, de não precisar de estar cansada de estar cansada.

Arranje motivos para sorrir e tente esquecer os que te fazem chorar.